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 Pertencimento

Existir é Pertencer

    Ao chegar nesse mundo passamos a pertencer. Primeiro como célula em desenvolvimento, somos vinculados pela força da vida aos nossos pais, depois passamos a pertencer a outros sistemas.

Possuir uma história é pertencimento. 
O convívio é escolha, de acordo com aquilo que nos leva para o movimento de vida. Aos movimentos da nossa alma.

   
Para o pensamento sistêmico complexo, a parte e o todo, o todo e a parte se relacionam de forma intrínseca.

    Nós somos mais do que indivíduos isolados, somos mais do que parte, somos o todo e membros do todo.

    Assim é com as raízes ancestrais. Estamos conectados e vinculados aos membros do nosso sistema familiar, do nosso sistema profissional e outros sistemas.

    E as interações do inconsciente coletivo ancestral são vivas em nossas escolhas. Muitas escolhas inconscientes são resultado da ressonância da nossa consciência individual com a consciência coletiva familiar. E em larga escala com a consciência da "alma-grupo" da humanidade. E assim, com a "alma-grupo" maior do fluxo de vida.

    Como seres sociais temos a  necessidade de vínculos seguros e confortáveis, onde podemos nos expressar enquanto humanos criativos. Estamos falando da nossa consciência individual. 

    Temos também uma consciência sistêmica, além do tempo e espaço, ela também se manifesta nas escolhas inconscientes da nossa alma. 

    O pertencimento é a primeira Lei da Natureza observada enquanto fenômeno nas constelações. Pois tudo o que já existiu e tudo o que existe influencia o que já existiu e o que virá a ser. Cada membro deixa a sua marca de amor na história. Esse amor pode estar orientado ou não para a vida. Pois o que nos une é o amor. Existe um amor que adoece e existe o amor que cura.

    Quando rejeitamos algo ou alguém, por meio do julgamento, estamos rejeitando algo em nós e na vida. Como falamos anteriormente, convívio é escolha daquilo que nos nutre e faz crescer a nossa alma. Pertencimento é algo maior, que abrange a todos os membros de um sistema.

Sabendo da Lei de Pertencimento podemos fazer escolhas mais conscientes sobre convívio, colocando limites saudáveis, ao invés de precisar representar membros excluídos de forma inconsciente.